Em vez de cura, a morte. Em vez de soro, vaselina. Uma menina morreu em São Paulo depois de receber na veia o medicamento errado. Stephanie, de 12 anos, passou mal na sexta-feira (5) e foi internada. O diagnóstico: uma simples virose.
A polícia já entrou no caso e abriu inquérito para apurar o caso como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A família de Stephanie levou a menina para o hospital, porque ela tinha febre, não se sentia bem.
A menina recebeu o diagnóstico de virose. O caso parecia simples, mas ela não deixou o hospital. O corpo de Stephanie foi enterrado no domingo (6).
Nem pais, nem parentes. Ninguém se conforma, nem consegue entender como uma menina saudável morre ao ser medicada para tratar uma simples virose. Sthefane, de 12 anos, foi enterrada no domingo (5).
A menina foi levada pela mãe a um hospital na Zona Norte de São Paulo na última sexta-feira (3). Ela tinha dor de cabeça e vômitos, sintomas de virose. Stephanie recebeu soro e apresentou melhora, mas começou a passar mal quando uma terceira bolsa de soro foi aplicada.
“Ela já sentiu as mãos formigar e falou para a mãe dela que estava com a mão formigando. Depois falou para a mãe dela: ‘Mãe, eu vou morrer, não me deixa morrer’ e já caiu”, conta Rita Cândido da Silva, amiga da família.
Stephanie foi transferida para a Santa Casa de Misericórdia, onde os médicos pouco puderam fazer. Segundo o relatório de óbito, ainda no primeiro hospital, a paciente recebeu 50 ml de vaselina na veia.
O médico toxicologista Anthony Wong explica que a vaselina, um derivado do petróleo, serve para hidratar a pele e outros usos externos. Nunca para ser injetada em veias e artérias.
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